O que é o Fator R
É a proporção entre o que a empresa gasta com folha de pagamento (salários, pró-labore, INSS e FGTS) e o que ela fatura, nos últimos 12 meses.
Se essa proporção for de 28% ou mais, a empresa paga pelo Anexo III, que começa em 6%. Se for menor, paga pelo Anexo V, que começa em 15,5%.
Muitos serviços de saúde, de arquitetura, de engenharia e de publicidade dependem dessa regra. Confirme com seu contador se a sua atividade está entre elas.
Como calcular
Folha dos últimos 12 meses ÷ faturamento dos últimos 12 meses. Se o resultado for 0,28 ou mais, o Fator R está atingido.
Por que isso importa
Porque o dono pode ajustar o próprio pró-labore para chegar aos 28%, quando isso compensa. Mesmo contando o INSS que passa a pagar sobre o pró-labore maior, a economia costuma ser maior do que o custo.
Quanto custa
O custo é o INSS de 11% sobre o pró-labore (e o imposto de renda, se o valor passar da faixa de isenção). O ganho é a diferença entre os dois anexos. Só uma simulação com os seus números diz se compensa no seu caso.
Exemplo prático
Uma empresa fatura R$ 240 mil em 12 meses e tem R$ 60 mil de folha (25%). O pró-labore é de R$ 5.000 por mês. Ela paga pelo Anexo V, com imposto efetivo de cerca de 16%, ou R$ 38,7 mil no ano. Se o pró-labore sobe para R$ 5.600 por mês (R$ 67.200 no ano, ou 28%), ela passa para o Anexo III, com imposto efetivo de cerca de 6%, ou R$ 14,8 mil. A economia é de cerca de R$ 23,9 mil, e o INSS extra do pró-labore maior é de cerca de R$ 800 por ano. Valores de exemplo, com as tabelas atuais do Simples Nacional.
O que fazer agora
Peça ao seu contador o Fator R dos últimos 12 meses. Se estiver perto de 28%, vale simular um pró-labore maior. Se estiver longe, o melhor caminho pode ser outro.
Este conteúdo é informativo e usa valores de exemplo. Regras e limites mudam, e cada empresa tem uma situação própria. Confirme o seu caso com um contador antes de decidir.


